Atenção

Para uma melhor visualização do conteúdo desse site.

Recomenda-se o uso do Internet Explorer ao invés dos outros navegadores.



Pesquisa personalizada

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Chuva forte deixa a população de Alto Jatibocas ilhada

Choveu mais de 135 mm entre a noite de 28/29-12-2010, o temporal teve início às 21:00 e diminuiu depois das 5:00 da manhã. A àgua foi tanta que chegou a entrar nas residências e comércios locais.
A água também chegou a entrar dentro da EEEFM "Alto Jatibocas".
A população entrou em alerta. Pois há perigos de desmoronamentos e queda de barreiras.
Até o momento a população está ilhada. Pois não a passagem pela estrada que liga a cidade de Itarana, e nem pela estrada que liga à Santa Maria de Jetibá.
Também várias barreiras caíram no trecho urbano onde a estrada é asfaltada.

Ainda chove no momento, porém é uma chuva fina. Mas como o solo está encharcado todo cuidado é pouco.

Veja as imagens de Alto Jatibocas:







Créditos das Fotos: Silvia Grünewald





Créditos das Fotos: Idolindo Gabrecht





Créditos das Fotos: Sandriane Fiorotti










Crédito das fotos: Fábio kester

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Chuva forte causa alagamentos em Itarana

Aqui em Alto Jatibocas choveu em torno de 128 mm durante 10 horas sem parar, entre a noite e a madrugada de 26/27-12-2010.


Isso fez com que o rio Santa Joana transbordasse, causando transtorno para cidade que se localiza à 20 quilômetros abaixo.
Famílias da cidade de Itarana também passaram pelo drama dos alagamentos. Na manhã desta segunda-feira, até mesmo uma carregadeira teve que ser usada para retirar as pessoas das casas atingidas. Elas foram transportadas dentro da pá do trator. "O município de Itarana está praticamente todo inundado", interrompendo o comércio e as atividades da população nesta segunda-feira.
Uma inundação de tamanha proporção aconteceu há muitos anos atrás, que também alagou a praça Anna Matos de Itarana.



















































































Municípios vizinhos como Santa Maria de Jetibá e Itaguaçu estão passando pela mesma situação.

Segundo os serviços de meteorologia, a instabilidade do tempo continua e a previsão é de mais chuva durante a noite. Portanto a população deve ficar em alerta máximo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Belezas Silvestres

Há mais ou menos 10 anos atrás era muito difícil de se observar canários da terra, livre e solto em Itarana. Sendo que entre os anos de 1970 a 1990 o pássaro se encontrava quase extinto na natureza. Pois eram poucas as propriedades onde alguns casais de canários ainda podiam ser vistos, tais como a propriedade do senhor Luiz Herzog e Paulo Possimoser, estes também repudiavam a captura dos mesmos, com isso nenhum caçador chegava perto.

Também se tinham pessoas que criavam os filhotes em cativeiro para posteriormente soltá-los, dentre eles se destacam o senhor Luiz Claudio Perin e Ervim Seidler, aqui de Alto Jatibocas. Pois eles mantinham os canários numa espécie de regime semi-abertos, sendo que o principal objetivo era aumentar a população de canários para posteriormente soltá-los. De certa forma isso funcionou, pois garantiu a manutenção da espécie. Sendo que isso pode ser considerado um marco, pela preservação do canário da terra.
Mas depois de movimentos que aconteceram no município, apelando para a abertura voluntária das gaiólas e conscientização que garantiu a liberdade dos canários na natureza. Hoje a população de canários da terra aumentou expresivamente.
Além disso é bastante comum ver propriedades onde existem locais para alimentar os pássaros com fubá, e até caixotes pregados para facilitar a procriação dos mesmos. Isso mais uma vez mostra que os humanos são capazes de interferir na natureza, tanto de forma negativa como positiva.


Alimentando os canários com fubá. Obviante outros pássaros competem o alimento, como as rolinhas, tico-tico...

Além do canário outro pássaro vem se destacando na região, a saíra-sete-cores Família: Thraupidae
Espécie: Tangara seledon
Pois é admirável a beleza da sua plumagem e cores.



É um pássaro que vive sempre em bando, com temperamento agresivo e muita agilidade na otenção do alimento. Isso lhe proporciona uma vantagem sobre os outros pássaros que vivem no mesmo habitat.

Também ainda resiste na região a tiriba, antigamente a mesma chegava a formar bandos de 100 pássaros, hoje no máximo são de 8 a 10 pássaros.
Também conhecida pelo nome de tiriba-de-testa-vermelha (Pyrrhura frontalis) é uma ave da família Psittacidae que habita regiões florestais. Sua alimentação são frutas e sementes.
Possivelmente sua população diminuíu devido a perda do habitat.





Além das imagens podemos observar os mesmos através dos vídeos obtidos por mim durante uma filmagens feitos próximo a minha residência.




domingo, 28 de novembro de 2010

Helmut Sick em Itarana


Helmut Sick versus a Saira apunhalada

No século XIX , Jean de Roure capturou o primeiro exemplar da espécie na região de Muriaé, leste de Minas Gerais. Intrigado, pois nunca havia visto nada parecido, enviou a pele ao naturalista Carl Hieronymus Euler, um suíço radicado no Brasil, que residia no interior do Rio de Janeiro.
Este mandou-a para o ornitólogo Jean Cabanis, do museu de Berlim, na Alemanha, onde permanece até hoje. Por carta, o estudioso dizia nunca ter visto a espécie em mais de trinta anos de coleta.
Em 1870, Cabanis a descreveu, indicando a procedência, tamanho e cor, entre outras características. Esse escrito foi a primeira referência sobre a ave no mundo.
Passaram-se 71 anos antes que alguém a visse novamente voando no Brasil. Só em 1941, o ornitólogo alemão Helmut Sick avistou um grupo de oito espécimes em Itarana, na localidade de Alto Jatibocas/Alto Limoeiro atitude 900 metros em relação ao nível do mar. Sendo comunidades pertencentes ao município de Itarana, região centro-serrana do Espírito Santo.



Por questão de religião, língua e hábitos, Helmut Sick ficou hospedado por mais de um ano junto a família do pastor Friederich Leonhard Fuckshuber.Pois o mesmo pode ser constatado em várias fotografias tiradas na época.



Além disso o mesmo acompanhava o pastor junto ao pastorado a fim de conquistar e simpatia e se socializar com a população.
A sua despedida de Alto Limoeiro foi marcado por uma enorme exposição de materiais recolhidos durante a sua pesquisa. Grande parte desse material encontra-se no Museu Nacional de Rio de Janeiro.
Porém seus trabalhos foram frustrados com a explosão da Segunda Guerra Mundial pela europa a fora, pois muitos alemães foram presos e torturados na época pelo governo Getúlio Vargas, sob alegação que os mesmos poderiam apresentar uma possível ameaça para a soberania nacional.
Também foi nesta época onde muitos registros e documentos foram confiscados e queimados ao fogo, bem como livros e bíblias em idioma alemão.
Tudo isso foi como uma espécie de lavagem cerebral e muita coisa se perdeu.
Passando-se, o período da guerra alguns prisioneiros foram libertados dentre eles o ornitólogo Helmut Sick.
Como não coletou nenhum espécime e desconhecia o exemplar empalhado do Museu de Berlim, apenas registrou detalhes da plumagem em seu livro de campo. Mais tarde, quando voltou à Alemanha e visitou o museu, percebeu a importância de sua descoberta.
Mas apenas em 1979, 38 anos depois de tê-la avistado, Sick redigiu nota oficial a respeito: um texto breve, com cinco linhas, publicado no "Bulletin of the Britsh Ornithologists Club" (Boletim do Clube dos Ornitólogos Ingleses).
Após 1941, num misterioso jogo de esconde-esconde, a saíra-apunhalada levou mais 54 anos para dar o ar da graça. Em 1995, o birdwatcher (observador de aves) Dereck A. Scott registrou, no município de Santa Teresa, na Reserva Biológica Augusto Ruschi, a cerca de 30 quilômetros a leste de Alto Limoeiro, um indivíduo em bando misto, parecendo a Nemosia rourei. Mas ficou em dúvida se realmente tratava-se da espécie.
Três anos depois, em 22 de fevereiro de 1998, seis pesquisadores brasileiros, Claudia Bauer, José Fernando Pacheco, Ana Cristina Venturini, Pedro Rogerio da Paz, Mariana Pacheco Reher e Luciano Petronetto do Carmo, viram-na novamente em Pindobas IV. Por acaso.
A partir daí, a equipe da Originalis Natura (Pedro Rogério, Ana Cristina, Mariana e Luciano) passou a acompanhar a ave. Foram feitas excursões ao local em diferentes meses do ano. Em todas possível registrar a Nemosia rourei.



Devido ao desmatamento ocorrido no município de Itarana acredita-se que a tal saíra apunhalada, possa estar extinta na região. Mas isso são apenas hipóteses, pois assim como a ave já foi avistada em outras vezes ao acaso, a mesma ainda poderá surpreender mais uma vez aqui na região.

Mais informações sobre a estadia de Helmut Sick em Itarana, pode ser encontrado no livro: Os Alto de Itarana de autoria do pastor Ido Port.
* Informações no site da Originalis Natura: www.originalisnatura.com.br

Anote:

* Nome popular: Saíra-apunha-lada
* Nome da espécie: Nemosiarourei
* Filo: Chordata
* Classe: Aves
* Ordem: Passeriformes
* Família: Emberizidae
* Sub-família: Thraupinae
* Status de Conservação: No Brasil: ameaçada de extinção segundo portaria do Ibama (1522 de 19/12/1989). No mundo, é considerada uma das espécies mais ameaçadas de extinção no mundo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Mito da Cobra Voadora em Alto Jatibocas

O inseto popularmente chamado de jequitiranabóia é a tal temida e lendária cobra voadora. O inseto ainda provoca curiosidade e medo, mesmo nos que apenas ouviram falar da sua suposta "picada mortal".
Segundo o mito, uma vez que a pessoa é picada, ela morreria em menos de 24 horas. Também existem relatos que algumas pessoas se auto mutilaram, cortando dedos, mãos, braços, pernas... por onde teria ocorrido a picada, tudo isso para impedir que o veneno mortal se espalhasse pela corrente sanguínea.


Aqui em Alto Jatibocas é comum encontrar essa cobra voadora, principalmente a noite atraídos pela iluminação, já que na região ainda existe muita mata nativa.
Conta-se que próximo a uma trilha que passava pelas propriedades de seu Guilherme Sassemburg e Emílio Hackbart, divisa entre Itarana e Santa Maria de Jetibá, havia uma árvore repleto desses insetos "jequitiranabóia", sendo que a mesma gerava pavor e medo. Para eliminar o foco de cobras voadoras, decidiram atirar contra elas de espingarda. Seu Guilherme Sassemburg ainda frisou, que algo muito misterioso havia ocorrido, pois meses depois que o tal foco havia sido eliminado, a tal árvore secou completamente.
E assim aqui em Alto Jatibocas era muito comum as pessoas falarem a respeito da temida cobra voadora, principalmente entre a população mais idosa.
Mas foi graças ao Pastor Ido Port que a tal lenda da cobra voadora foi desmistificada na região.
Nas horas de folga o Pastor Ido se dedicava a natureza e a pesquisa, muitas vezes era mais que um biólogo. Assim como os demais, ele também se encantou com a misteriosa cobra voadora.
E decidiu encontrá-la e pesquisá-la através de atlas e encicloédias que poderiam fazer referencia a mesma. A jequitiranabóia pertece a ordem Homoptera (a mesma das cigarras) e à famíliaFulgoridae, habitam as florestas tropicais.
Mas mesmo diante de toda informação, ainda há quem agredite que a cobra voadora seja perigosa e letal.

 
© 2007 Template feito por Templates para Você